O rosto

Ouço aquele prelúdio número 4 do Chopin.
Chegou na manhã do último dia do ano mais uma triste notícia: desapareceu Stephen Stoer, uma das pessoas mais queridas, entre alunos e professores, da Universidade do Porto. Felizmente, para os que como eu tiveram o previlégio de o conhecer, resta a certeza de que haverá sempre algo dele para recordar, para além do impacto da obra: a inquietação de quem questiona o inquestionável, sem deixar de arregaçar as mangas e pôr mãos à obra, e a combinação irresistível de um sorriso doce com um olhar deslumbrado pelo mundo.

Resoluções para o novo ano (1): baixar as expectativas


O encerramento do Nun'Álvares, exactamente 110 anos depois da primeira projecção de um filme pelos irmãos Lumiére, encheu-me de uma profunda tristeza. Tenho recebido vários sinais de que este vai ser um início de ano melancólico.

Post Zen

Em estado zen, desisto de escrever para comentar o último filme do Tim Burton. A única coisa que me ocorria é a de que precisava de falar sobre a morte, e não me conseguia descentrar da associação livre que fiz com a Morte em Veneza e daquele post que deixei de lado, em que tencionava falar sobre a falsa questão da impossibilidade da adaptação de um bom livro ao cinema, em que concluia sobre a importância, em ambos os meios, de utilizar a inteligência e o génio (a propósito da qualidade de ambas as versões, a literária, do Thomas Mann e a cinematográfica, do Lucchino Visconti). Apercebi-me então que precisava de mar (às vezes acontece-me precisar de mar). Arrumei as trouxas e rumei à Fnac para procurar uma versão baratinha de La Mer, de Claude Debussy, uma das peças que me ronda na cabeça desde a pilhagem à colecção de vinis dos pais dos meus amigos do liceu (este mar já me assalta o pensamento, portanto, há já quase uns quinze anos). Depois de me desembaraçar da cidade, abanquei em frente ao mar e pus-me a pasmar. O mestrado ficou arrumado na pasta, mas não obstante senti-me mais sábio.

A quoi ça sert le Noel


Depois de um fim de semana na serra, daqueles em que imaginamos lobos e fadas lá fora com igual dose de probabilidade, em que nos aquecemos com uma lareira paciente e com um Porto sempre na mão, e em que nos entrosamos de mergulho com a família do marido tentando não esquecer que deixamos outra família na cidade, regresso ao computador com um mood melancólico (a semana está por minha conta, posso dar-me a esse luxo). A culpa é em grande parte da audição matinal de Ascent, o último do Bernardo Sassetti e de uma canção do Steven Brown que eu redescobri, e cujo título é toda uma declaração de intenções: "A quoi ça sert l'amour" (não é uma interrogação, é uma introdução a que se seguem dois pontos e uma enumeração de funcionalidades do dito).

Em directo

O meu primeiro post feito no local de trabalho: sexta-feira, véspera de Natal. Nenhuma alma à vista. Hoje não há desempregados, nem mulheres solitárias ou maltratadas, nem adultos com pouca escolaridade a precisar do nono ano, nem idosos, nem funcionários da câmara a meter cunhas por fulano ou sicrano, nem assistentes sociais e fazer pela vida... dos outros. Ligo as colunas. Deixaram-me duas pérolas: Spandau Ballet e Rod Stewart. Pasmo hipnotizado por instantes para os efeitos elicoidais do windows media player. Faço pela vida. Mergulho numa base de dados e arrumo as papeladas, mas parecem-me aqueles gestos vazios de uma empregada de pronto-a-vestir sem ninguém para atender. Imagino o fundo de uma piscina. Apetece-me fundir com os ladrilhos azuis e com as bolhas que faço debaixo de água, enfiado debaixo de uma touca que me dá aquele ar tão pateta.
"This is the time of your live".

A melena do Robert Plant


Enquanto tento sobreviver ao bruá devorador do solstício, relembro, a vasculhar fotos antigas, de uma antiga ambição: a de ficar com o cabelo parecido com o do Robert Plant. Durante esse período, eu ficava enfeitiçado, de headphones na cabeça, sozinho no silêncio das quatro da madrugada (ai vida de estudante, porque te foste?) a ouvir aquela voz poderosa, imaginando os movimentos elegantes daquela melena dourada através das fotos estáticas dos gigantes vinis. Os Led Zeppelin para mim eram uma espécie de contraponto físico à minha pulsão mais cerebral da adolescência. Ajudaram-me a atravessar o deserto e eu, ingrato, ainda não actualizei a colecção para CD.

(aviso à navegação: pode fazer recordar episódios menos felizes da vida de muito boa gente)

Urbanimagem


Imaginem um dia de Inverno, daqueles em que a luz do Sol é toda uma experiência. Imaginem depois uma cidade, atravessada por um rio e com a linha marítima no horizonte. Imaginem ainda um vulto rápido a descrever curvas por entre os carros e a trepar ruas estreitas e íngremes. No topo do vulto, um corpo, no topo do corpo uma caixa e por dentro da caixa uma cabeça. Dentro da cabeça, uma música de Patti Smith: Gloria.

O hábito faz o monstro


A família, dizia há dias conversando com uma amiga, é um lugar viciado, fruto de uma convivência e co-habitação diária, uma experiência forçada, frequentemente repleta de silêncios e mal-entendidos. É importante ganhar distância para que os silêncios adquiram significado, mas isso nem sempre é possível e nem é líquido que resulte numa reaproximação. Nesses intervalos (por vezes infinitos), podem ser importantes factores de disrupção que introduzam pequenas crises, em relação às quais os elementos se possam reorganizar e tomar partido. Frequentemente é isso que acontece com o desaparecimento de alguém, mas também com a apresentação de um namorado ou amigo, alguém de fora que mergulha no silêncio e o faz falar, porque todas as famílias se desejam reelaborar como espaços de acolhimento. E de repente, por arrasto, o milagre da comunicação acontece. Ou não.

PS: o título do post é roubado aos Rádio Macau.

Dramaturgias do corpo


É sabido que os constrangimentos, sobretudo no processo criativo, podem ser entendidos por alguns como libertadores. Assim, um escritor, ao escrever sonetos, sabe que pode brincar com as possibilidades de um modelo que não pode ser moldado a seu bel prazer, mas dentro do qual poucos possuem a capacidade de manobrar. O mesmo pode ser dito em relação ao teatro Kabuki ou ao bailado clássico. Contudo, é inegável pensar que com o tempo (o tempo do século XX) as formas se foram estilhaçando e multiplicaram-se os modelos de expressão, ao ponto de cada criador almejar a criação de um novo modelo, inconfundivelmente seu. Ocorreu-me isto a propósito da interessante experiência de numa só noite ter assistido a uma peça do Paulo Ribeiro no TeCA - Memórias de um sábado com rumores de azul - e logo de seguida, uma milonga no mágico e semi-clandestino Cravo e Canela. Na primeira, os bailarinos dançam energicamente ao som da música demoníaca (ao vivo) do Nuno Rebelo e do Vítor Rua. Procuro sempre refrear a minha costela racional quando vejo um bailado. É bom apenas fruir do simples prazer da dança e não ver ali interpretações sobre o amor, a morte ou o ódio, enfim, sobre a condição humana. Assistir a um tango logo de seguida é quase um choque cultural. Ali, manobra-se com poucos elementos, e os papeis, sobretudo de género (esses que a dança contemporânea ajudou tanto a desconstruir), são reforçados em cada movimento. Conheço alguém que depois da milonga ainda teria mergulhado numa noite de Kizomba. Eu achei suficiente ficar por ali.

Message personnel

(...)
Si tu crois un jour que tu m'aimes
Et si ce jour-là tu as de la peine
A trouver où tous ces chemins te mènent
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi
Pense à moi

Mais si tu crois un jour que tu m'aimes
Ne le considère pas comme un problème
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
N'attends pas un jour, pas une semaine
Car tu ne sais pas où la vie t'emmène
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi
Pense à moi.
(...)

Hoje a Françoise Hardy fez-me companhia enquanto trabalhava ;)

Correspondência ninana


Ao contrário da fruta, as prendas sabem melhor servidas fora de época.
Imagem: ricochete artístico de Major Tom e R.Gonk

Movimentos da poesia


A única coisa boa do Natal é termos um pretexto para oferecer boa poesia. Assim como assim, podemos aguentar o frete e o bacalhau cozido, porque sabemos que ao fim da noite, a 365 dias do próximo pesadelo, nos esperam as palavras e os filmes do Miguel. Já nas bancas dignas desse nome.

Le temps qui reste


Mais um filme imperdível. Vi ontem à noite mas o meu estado de espírito continua influenciado pelo jorrar de emoções a que somos confrontados.
Não sei se já há data prevista de estreia nos cinemas portugueses.
Em cada filme que faz, o François Ozon vai ganhando pontos no top dos meus realizadores preferidos.


Aviso à navegação: imperdível o novo trabalho do Jim Jarmush. Contudo, preparem-se para uma crise de melancolia existencial, servida com um sorriso na boca e um aperto no estômago. Alguém falou em amor? A banda sonora devia incluir "Everybody's gotta learn sometimes".

Apelos da natureza



Enquanto não surge a oportunidade de sairmos da cidade por uns dias e darmos uma saltada ao campo (Alentejo?), vou lendo o blog de um casal que decidiu vender o seu apartamento na Grande Lisboa e mudou-se para uma casa com quintal, em pleno Ribatejo rural. Algum dia farei o mesmo?

Parole

Venus - Olha p'ráquilo, tão a esburacar tudo.
Major - Foi óptimo termos decidido sair dali, foi mesmo a tempo. Nesta altura íamos estar loucos com a barulheira, já viste?
V - Não foi coincidência, eu disse logo que nunca compraria nada naquele prédio.
M - És tão inteligente!
V - Então não te lembras ter ido ver à Câmara o Plano Director Municipal?
M - É verdade! Então eu também sou um bocadinho inteligente!
V - A diferença é que te esqueces das coisas...
M - É uma inteligência efémera!

A solidão do trio

Não, não vou falar de novos modelos familiares, apenas de um concerto com que fomos supreeendidos ontem à noite nos cada vez mais agitados Maus Hábitos (já viram aquela agenda mensal?). Jazz, na sala de concertos e dança, parecia uma oferta irrecusável. Começou tarde e a más horas, para fazer juz ao nome da casa, mas em compensação a multidão enchia todos os recantos... menos o da sala de concertos, onde meia dúzia de gatos pingados (raio de expressão) tiveram o previlégio de assistir àquela perfomance, que tem tanto de intelectual como de física, saindo enlevados pelo som cru e imaginativo de um contrabaixo, uma bateria e uma guitarra (a de Miguel Martins, que liderou a formação). A multidão, essa aguardava o fim do concerto, para entregar passivamente o ouvido às batidas fáceis do electro-disco (não tenho nada contra, pelo contrário, mas... com tanto intelecto reunido, não seria de esperar uma melhor recepção à diversidade?).

Correspondência LGBT

E isto é um excerto de uma resposta minha às inúmeras cartas de desprezo pelo trabalho associativo, geralmente fruto de homofobias internalizadas, que recebia enquanto colaborador de um grupo LGBT há uns anos atrás:

Julgo compreender a frustração e revolta de quem não se sente representado por organizações que se assumem como porta-voz de uma vontade comum. Contudo, compreendo-o apenas até ao ponto em que essa revolta se alimenta de um silêncio passivo. Acho que as associações só podem sobreviver (partindo do pressuposto, que partilho, de que elas devem existir) se se constituírem como catalisadoras de múltiplas vontades numa direcção comum que não destrua, antes deixe a descoberto essa multiplicidade (...) Aqui refiro-me a tudo o que possa caber nesse vago entendimento do que é ser gay, seja ele o mundo ‘podre’ (a expressão é sua, ainda que ressalvada mas não redimida pelas aspas), o ‘clean’ ou outro qualquer. Não sei de que lado estão os juizes da moral. Talvez o sejamos todos, mas não me parece que partir da nossa própria percepção individual do mundo para julgar como mau ou bom o que nos rodeia seja um bom princípio (...) O género é uma construção social e como tal pode ser apreendido e socializado por qualquer pessoa. Para além do mais, não nos podemos esquecer que existem actualmente muitas situações infantis de carência gritante (eu sei-o por contacto profissional diário) que poderiam ser resolvidas muito simplesmente pela adopção por parte de casais estabelecidos e motivados, já para não falar das muitas situações que já existem e que deixam a criança sem qualquer tipo de enquadramento legal e, como tal, desprotegidas. É como tal, pelo próprio interesse da criança (argumento arvorado pelos detractores), que se reivindica este direito (da adopção por casais homossexuais) (...) Enquanto cidadão espero poder dar o meu contributo para que outros não passem pelo silenciamento e violência, simbólica e física, que fomos obrigados a suportar durante demasiado tempo. Não se trata de uma birra exuberante, esquerdista ou pequeno burguesa. Milhares de homossexuais foram enviados para campos de concentração e coisas semelhantes acontecem nos dias de hoje longe dos nossos olhos tranquilizados.
Eu trabalho para que Wilde não seja lembrado apenas como um excelente autor do século XIX mas também como uma vítima do pior que o ser humano consegue produzir, como o reflexo hediondo da pintura no final da história.
Para fundamentar melhor a sua resposta (que fico a aguardar) aconselho a prestar atenção às actividades que as associações, que tanto parece desprezar, têm levado a cabo, voluntariamente, nos últimos tempos: ciclos de cinema, debates, exposições, publicações, acções nas escolas e (sim!) festas, e não apenas ao discurso simplista e redutor dos media.
Quanto à educação sexual nas escolas confesso que não compreendo a sua reactividade. Estamos a dizer que é preferível manter os jovens na ignorância, fechados nesse mundo de sombras e angústias que são os preconceitos? Acaso ficou com a ideia que pretendemos mostrar filmes pornográficos e como ter boa performance na cama? Na experiência que já tive com adolescentes, trata-se simplesmente de procurar responder a questões tão simples e pueris como: o que é um homossexual e porque é que isso é uma coisa esquisita para a sociedade. Ou de tentar transmitir uma ideia positiva da diversidade. A escola pública não é neutra!! Não sejamos ingénuos. Não se trata de paranóia, mas sim de constatar como se constrói a ideologia, desde a primeira infância, da sociedade como um espaço com coisas ‘normais’ e naturais’ e coisas desviantes e aberrantes. Concordo com a arte como espaço pedagógico privilegiado mas não a quero identificar com o cliché banal (ideologia, mais uma vez) do gay com veia criativa e sensível.
A decadência é um ponto de vista. A cidadania um acto de construção participada.


PS: esta é a segunda versão do post, a primeira vinha com um cabeçalho incorrecto que enviesava a leitura. Penso que assim se percebe melhor (obrigado veado_)

Falta pouco!

Vá lá, quem ainda não assinou a petição toca a apressar-se. O objectivo das 4000 assinaturas está quase a ser atingido!! Vejam aqui.

Num instante


Em poucos segundos fiz uma compra para o Natal! Ora vejam as belas fotografias que este site tem e a preços para malta "tesa" como eu!

Vida de BD


Embora nunca tenha sido um verdadeiro fã (nesta como noutras coisas sou desprovido de espírito obsessivo, compulsivo ou competitivo), sempre admirei a banda-desenhada como forma de expressão riquíssima e com identidade própria. Ainda para mais é uma arte desprezada, o que aumenta para os meus olhos o seu encanto. Em tempos, o Mercado Ferreira Borges era lugar de encontro para um mágico salão internacional de BD. Este ano, os cartazes levaram-me a induzir que o salão tinha voltado ao pavilhão de metal vermelho. Descobri depois que se tratava de uma edição virtual, magnificamente concebida, mas virtual. Ainda assim, oportunidade para relembrar esta paixão. E de escolher, da explosiva diversidade e qualidade dos autores referidos, aquelas pranchas que por algum motivo me tocam nalgum lado. Como estas, do James Kochalka, que divagam com uma economia espantosa sobre as pequenas perplexidades da sua própria vida passada ao papel.

Little Joe


Entrou numa música do Lou Reed...

Little Joe never once gave it away/ everyone had to pay and payed / a hussle here and a hussle there / New York city is the place where / they said, hey babe, take a walk on the wild side / hey Joe, take a walk on the wild side

... mas já depois de Andy Warhol o ter descoberto e o ter transformado numa estrela maior da sua Factory. Nos anos oitenta fez do torso dele capa de um disco dos Smiths.
Ladies and gentlemen: Joe Dalessandro. Queriam uma musa para esta semana de trabalho?

Febre lusitana


E de repente, aos trinta, ouço uma música da Madonna sem preconceitos (sim, a tal com o sample dos Abba, que me faz pensar em maneiras subtis de açambarcar a colecção de vinis dos meus pais). Será já a crise da meia idade? E de uma acentada, uma outra estreia: uma noite divertida no bonito e agitado Café Lusitano, onde pude pôr em prática as minhas recém adquiridas novas competências de assertividade em bares e pistas de dança (penso que estabeleci um novo record pessoal com aquele whiskey com cola).

Fantasia

Há músicas que teimam em não nos sair da cabeça. Outras são assim como que uma espécie de farol.

Fantasia

E se, de repente
A gente não sentisse
A dor que a gente finge
E sente
Se, de repente
A gente distraísse
O ferro do suplício
Ao som de uma canção
Então, eu te convidaria
Pra uma fantasia
Do meu violão

Canta, canta uma esperança
Canta, canta uma alegria
Canta mais
Revirando a noite
Revelando o dia
Noite e dia, noite e dia
Canta a canção do homem
Canta a canção da vida
Canta mais
Trabalhando a terra
Entornando o vinho
Canta, canta, canta, canta
Canta a canção do gozo
Canta a canção da graça
Canta mais
Preparando a tinta
Enfeitando a praça
Canta, canta, canta, canta
Canta a canção de glória
Canta a santa melodia
Canta mais
Revirando a noite
Revelando o dia
Noite e dia, noite e dia


Chico Buarque de Holanda

Rescaldo da tertúlia

Até estava hesitante em postar porque ando infeitiçado com a imagem do Pierre e Gilles do post anterior, mas não resisti a passar por aqui só para dizer que a tertúlia foi muito produtiva e participada (duvido que as próprias assembleias da Câmara alguma vez tenham visto tanta audiência). Estiveram, como pretendíamos, estudantes, professores, pais e encarregados de educação, funcionários de escolas, especialistas e curiosos, ou seja, um pedacinho de toda a comunidade escolar, que assim demonstrou que este é um tema que todos querem debater, mesmo num feriado cinzento e chuvoso como este. A Gabriela esteve igual a si própria e o Júlio, inspiradíssimo, recebeu com visível satisfação o merecidíssimo Prémio Arco-Íris. Marcamos já a próxima?





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