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Etiquetas: viagens
Publicado por Venus as a boy - terça-feira, setembro 11, 2007 à(s) 19:30 2 comentáriosNoruega: os mosaicos - Fiordes

O mosaico de Bergen (by Venus)

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Noruega: os mosaicos - Bergen

Noruega feeling #1

Havia um projecto ambicioso para descrever todo o périplo norueguês, comparando as fascinantes e dramáticas amplitudes paisagísticas dos fiordes, das florestas e de toda aquela infindável água, à minha própria paisagem emocional nas últimas semanas. Mas os projectos ambiciosos têm inimigos poderosos, geralmente interiores, que os impedem de desabrochar. Assim sendo, e porque muitas vezes as palavras também são tão completamente desnecessárias e difíceis de controlar, vou postar apenas alguns desenhos, na esperança que sejam depois complementados pelas imagens do fotógrafo oficial da viagem, que neste momento se encontra acamado por qualquer coisa do demo que comeu ou bebeu.

*Fotos: Venus as a Boy + Major Tom
O som e o mar
Explicou-me um marinheiro alentejano (reformado, não fiquem com ideias), que através do som que o mar faz quando bate na costa podemos perceber em que sítio estamos. Na praia da São Julião, há uma esplanada onde podemos ver de cima a enseada formada pela entrada da água no areal. Foi lá que nos refugiamos para escapar ao caos deprimente da aproximação à Ericeira. Aqui o oceano espraia-se numa longa plataforma de espuma branca, atravessada por sulcos mais claros e espessos que se desfazem em linhas paralelas sobre a areia. O ruído é contínuo, sem a cadência marcada da ondulação, com a excepção de uma ou outra onda mais arrojada que se desfaz ainda longe da costa. Fosse uma praia de seixos e o barulho seria como o de uma fritada de ovos. Uns dias depois arriscamos um regresso nocturno à Ericeira e percebemos que ainda resta um núcleo preservado de ruas. E acima de tudo reencontramos o mar, que aqui forma grandes vagas que açoitam as rochas e que atraem os surfistas, num som que atemoriza. Junto à plataforma das furnas formadas pelo laborioso trabalho da água sobre a pedra, ali mesmo ao lado do imponente hotel, conseguem-se ver as ondas por trás, ainda antes de rebentarem na praia. À noite, a penumbra baralha a percepção da distância, e o rumor e aquelas sombras enormes que se deslocam no horizonte fazem disparar o coração.
Serra da Freita: caminho para Drave

Duriense

Um lacrau é um escorpião mais pequeno mas igualmente parecido com o bicho incubador dos Aliens; vive debaixo do solo e lembra-se de aparecer em bando ao anoitecer, quando fica mais fresco. Quando caminhamos no calor podemos colocar as mãos à cintura e ficar com os braços em arco: o ar circula nessa zona e ajuda a baixar a temperatura do corpo. Da mesma forma, no calor intenso é de evitar encher o estômago de água, porque ela acaba por aquecer também aí, provocando sensações de enjoo. Há vários tipos de gafanhotos: os castanhos vivem nas coisas castanhas, como a terra ou a madeira, e os verdes nas coisas verdes, como as folhas ou a erva.
Estas são apenas algumas das coisas que se aprendem numa aventura pelo Douro vinhateiro, descendo o rio de Kayak e caminhando entre as dádivas da mãe Natureza: figos, amoras, uvas premiadas, água fresca, e uma paisagem que pertence aos sonhos dos homens, quando eles respeitavam e temiam a magia que se esconde na terra.
PS: a Micas agradece com um grande miau os mimos e comida que os avós lhe trouxeram durante a nossa ausência.
Foto in Guia de Montanha